Seleção supera pontuação do último Mundial e espera o fim da disputa para saber colocação; Zanetti foi crítico sobre as argolas: ‘A nota foi um pouco baixa, mas os árbitros estão descontando mais’

Arthur Zanetti na saída das argolas: rigor dos árbitros em Glasgow

Arthur Zanetti na saída das argolas: rigor dos árbitros em Glasgow

São Paulo – A seleção brasileira masculina de ginástica artística terminou o primeiro dia de competições no Mundial de Glasgow, Escócia, disputado na arena The SSE Hydro, com 349.057 pontos (57.849 no solo, 56.965 no cavalo com alças, 58.165 nas argolas, 59.448 no salto, 58.165 nas barras paralelas e 58.465 na barra fixa). O Brasil disputou a Subdivisão 1, juntamente com Grã-Bretanha (354.417) e Porto Rico (331.327). Como são oito subdivisões, a seleção terá de esperar até o fim do segundo dia de apresentações por equipes, na segunda-feira, para saber a sua colocação. Os oito primeiros colocados no Mundial de Glasgow asseguram vagas para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Em Nanning, na China, em 2014, o Brasil somou 348.100 na classificação, nota inferior à conquistada neste domingo (25/10/2015), em Glasgow. Na final, ficou em sexto por equipes no ano passado (263.562 pontos).

A equipe brasileira em Glasgow

A equipe brasileira em Glasgow

“A equipe, no geral, foi bem. Acho que cada um fez a sua parte. Todo mundo entrou bem focado, bem unido, como uma equipe bem forte. Gostei bastante do meu salto (14.816). Não foi uma das melhores provas a que eu fiz nas argolas (15.433) e não gostei da minha nota, um pouco baixa, mas eu sei que tem o critério dos árbitros que estão descontando mais… Isso é normal. E só no solo que eu não gostei – cai na segunda diagonal. Eu poderia ter subido um pouco mais a nota da equipe, mas teve o Chico que passou bem no solo para substituir a minha nota. A equipe está de parabéns, todos fizeram a sua parte”, avaliou Arthur Zanetti.

Nas argolas, apesar do rigor nas notas, Arthur Zanetti foi o melhor da subdivisão com 15.433, bem superior aos adversários, os ingleses Nile Wilson (14.966) e Daniel Purvis (14.900).

“A série com certeza não foi uma das minhas melhores. Fiz a minha parte, e os árbitros estão com um critério bem rigoroso mesmo. Vimos pela nota do portorriquenho (Tommy Ramos). Ele é finalista olímpico e tirou uma nota muito baixa (14.533). Espero que eles mantenham esse critério até o fim. Pode acontecer de eu não pegar uma final sim. Dentro da área de competição esse risco existe a todo momento. Vai depender dos outros ginastas também”, acrescentou Arthur Zanetti.

Acompanhe o Mundial de Glasgow

Arthur Zanetti é atleta da SERC/Agith/São Caetano, tem patrocínio da Caixa, Bergamini, Embratel Claro e adidas e apoio de Furnas, Ibramed, Spieth, Eurotramp, COB, CBG e Bolsa Atleta/Ministério do Esporte.