O campeão olímpico, mundial e pan-americano diz que período em Portugal será bom para adaptação aos aparelhos, clima, fuso horário e para fortalecer a união do grupo que tem o desafio de brigar pela vaga olímpica por equipe

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Arthur Zanetti disputará argolas, solo e salto no Mundial de Glasgow

São Caetano – Arthur Zanetti inicia em Anadia, Portugal, a última etapa de preparação para o 46º Mundial de Ginástica Artística de Glasgow, na Escócia. Os ginastas brasileiros conhecem o centro de treinamento e sabem que vão encontrar boa estrutura e alimentação. Querem testar e adaptar suas séries aos mesmos aparelhos nos quais vão competir na The SSE Hydro Arena de Glasgow. E ainda acostumar o corpo ao fuso horário e ao clima. A ideia é que a seleção brasileira esteja pronta no dia 17 de outubro, quando viaja para a Escócia e enfrentará o maior desafio dos últimos anos: brigar pela vaga olímpica por equipe.

O Mundial terá quase 600 ginastas, homens e mulheres, de 23 de outubro a 1 de novembro. Na seleção brasileira masculina estão também Lucas Bitencourt, companheiro de Arthur Zanetti na Agith/SERC, em São Caetano, Arthur Nory, Caio Souza, Francisco Barretto, Péricles da Silva e Diego Hypólito, comandados pelos treinadores Marcos Goto e Renato Araújo.

Veja o programa do Mundial de Glasgow

“Essa ida nossa para Portugal visa aos treinos finais, mas também será importante para a união do grupo. Viajando, se instala o espírito de equipe. É todo mundo hospedado no mesmo local, treinando junto o tempo todo, e pensando num único objetivo. Acho que isso faz diferença porque o grupo todo tem de estar bem fortalecido”, avalia Arthur, que fará argolas, solo e salto na competição por equipe.

Os oito primeiros qualificados – ou seja, os países que forem à final por equipe – garantem vaga olímpica. Os colocados entre o nono e o 16º lugares asseguram presença no Evento Teste de abril de 2016, no Rio, quando mais quatro vagas estarão em disputa. No último Mundial, o Brasil foi sexto, mas ali não havia uma disputa tão acirrada quanto a que a seleção encontrará agora.

“Na questão da adaptação por aparelhos, acho que o mais complicado para mim é o solo, um pouco mais duro do que o que eu utilizo no Brasil. Tenho de gastar um pouco mais de energia e ser preciso na técnica. O solo mais ‘mole’ ajuda, te devolve e você consegue fazer o movimento ainda que a técnica não saia tão perfeita. Nesse solo que vamos encontrar no Mundial isso não ocorre. Vai ser preciso uma técnica mais aperfeiçoada”, explica o ginasta.

Arthur é dono de três medalhas mundiais nas argolas, uma de ouro (Antuérpia/2013) e duas de prata (Nanning/2014 e Tóquio/2011). E terá de ficar entre os três primeiros em seu aparelho, no pódio, portanto, para garantir vaga olímpica individual, caso o Brasil não se qualifique. “Primeiro é fazer o trabalho por equipe e se classificar para a Olimpíada, depois pensar nas conquistas individuais.”

Em Anadia, quando não estiver treinando, Arthur diz que vai se distrair com algum livro e vendo séries de TV no computador. “Eu gosto de séries, é uma boa distração. E também assisto filmes.”

Arthur Zanetti é atleta da SERC/Agith/São Caetano, tem patrocínio da Caixa, Bergamini, Embratel Claro e adidas e apoio de Furnas, Ibramed, Spieth, Eurotramp, COB, CBG e Bolsa Atleta/Ministério do Esporte.