Campeão olímpico das argolas em Londres/2012, ginasta voltou ao pódio no Rio, com a medalha conquistada no dia 15 de agosto de 2016, diante da família e da torcida. O atleta fecha preparação de 30 dias em Sangalhos.

Rio2016 Apparatus Finals II | Photo: RicardoBufolin/CBG

São Caetano do Sul – A conquista da segunda medalha olímpica de Arthur Zanetti, uma prata nas argolas, nos Jogos do Rio, faz quatro anos neste sábado, dia 15 de agosto de 2020. Arthur relembra a data no dia em que deixa Portugal, de volta ao Brasil, após 30 dias de treinamento com a seleção brasileira de ginástica artística em Sangalhos, na Missão Europa do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

“Os treinos aqui foram muito bons. Alguns atletas ainda vão ficar por aqui, mas eu tenho de retornar ao Brasil por causa do nascimento do meu primeiro filho. Já, já o Liam vai nascer. Foi possível voltar a fazer quase todos os elementos da minha série, algumas vezes até ligando alguns deles… Consegui recuperar bem a parte técnica, não 100%, mas foram treinos bem proveitosos. Foi essencial ter vindo para cá para reiniciar os treinamentos”, disse Arthur, que deixa Sangalhos neste sábado (15/8) à tarde, rumo a Lisboa e depois a São Paulo.

O ginasta – que comemorou os 8 anos do ouro de Londres-2012, no dia 6 de agosto, nas argolas – relembrou a conquista da medalha de prata dos Jogos do Rio, no 15 de agosto de 2016, no mesmo aparelho. No Rio, teve apoio da família e da torcida brasileira que lotou a Arena Olímpica. “Foi mais difícil do que em Londres, mas ganhar a prata em casa também foi muito gostoso, até mais do que o ouro fora”, disse o brasileiro.

Arthur somou a nota 15.766 – o campeão foi o grego Eleftherios Petrounias, com 16.000, e o russo Denis Abliazin conquistou o bronze com 15.700.

Nos Jogos do Rio, Arthur disputou a classificação no dia 6 de agosto e, com uma série de menor dificuldade, recebeu a nota 15.533. Foi à decisão das argolas em quinto lugar. Dois dias depois, participou da final por equipes e, repetindo a mesma série, fez 15.566. Na decisão, no dia 15, Arthur foi o último a se apresentar, com uma série de dificuldade maior (6.800) e ficou com a prata.

“É maravilhoso, um resultado incrível que vai ficar na minha memória. Eu sempre pergunto: quantos atletas no mundo, mesmo aqueles que já ganharam várias medalhas, tiveram a sorte de disputar uma Olimpíada em casa, diante do seu público? É um privilégio para poucos e eu sou um deles. Ganhei uma medalha olímpica, a segunda da minha carreira, mas em casa”, relembra Arthur.

Os pais do ginasta, Roseane e Archimedes, estavam na arquibancada para torcer pelo filho, assim como em Londres. Agora Arthur já fala em ter Liam, a mulher Jessica e os vovôs Roseane e Archimedes nos Jogos de Tóquio, em 2021. “Até já perguntei ao médico se um bebê poderia viajar para o Japão”, comenta Arthur rindo. “Ele não vai entender, mas com certeza é um estímulo a mais para eu competir em mais uma Olimpíada.”

“Ele é um excelente filho, exemplar, disciplinado, que fixa um objetivo e vai atrás do que quer, não se deixa vencer”, relembra Roseane. “Em Londres, no Rio, ele fez o papel dele, está de parabéns milhões de vezes pela carreira. Fiquei muito emocionado”, completou Archimedes.

“Muita gente que me encontrava na rua dizia: ‘Traz o ouro’. Mas ninguém sabe o que eu passei naquele ano. Mas fiz meu trabalho. Gostei da minha prova e da prata, vou ficar sorrindo o resto do ano”, afirmou Arthur. “Nosso objetivo era conquistar uma medalha. A série do grego foi muito boa e foi justo ele ser o campeão”, afirmou Goto, que também orientou Diego Hypolito, prata no solo.

Arthur Zanetti é atleta da SERC/São Caetano e da Agith, tem patrocínio da adidas, Caixa, Força Aérea Brasileira (FAB) e Bolsa Atleta do Governo Federal.

Saiba mais: www.facebook.com/ArthurZanettiOficial e https://instagram.com/arthurzanetti.

Siga a Contrapé no blog contrapedejornalismo.wordpress.com, em facebook.com/contrapedejornalismo e em instagram.com/contrape_informacao